As metodologias ágeis são alternativas flexíveis ao modelo tradicional de desenvolvimento de softwares. Reunimos nesse post as 3 metodologias mais conhecidas para o desenvolvimento ágil de software: SCRUM, Extreme Programming (XP) e o Dynamic System Development Method (DSDM). 

A maior marca da Nova Economia é a disruptura. Num mercado voraz, a agilidade para se adaptar à mudanças é essencial para a sobrevivência do negócio. Por isso, é importante ter conhecimento de diferentes metodologias que levem a resultados eficientes, eficazes e efetivos.

O que são metodologias ágeis para desenvolvimento de software?

As metodologias ágeis são alternativas flexíveis ao modelo tradicional de desenvolvimento de softwares, tendo como objetivo promover a inspeção e a adaptação constante. São métodos que incentivam o trabalho em equipe, a auto-organização, a comunicação contínua e transparente.

Criadas a partir do Manifesto Ágil, as metodologias ágeis possuem 4 valores essenciais:

  • Indivíduos e a interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano.

Nesse post, nós reunimos as 3 metodologias mais conhecidas para o desenvolvimento ágil de software. Boa leitura!

3 metodologias de desenvolvimento ágil de software

1. SCRUM

Segundo o VersionOne, o SCRUM é a metodologia ágil mais utilizada pelas organizações ao redor do mundo. É um conjunto amplo de diretrizes que guiam todo o processo de desenvolvimento de um produto, desde o design até sua conclusão

O processo do scrum possui 3 fases principais: o planejamento, ciclo de sprint e conclusão. No planejamento, define-se o projeto do produto, assim como as decisões de design.

O ciclo de sprint consiste num ciclo iterativo de duração variável (entre 3-4 semanas), no qual o desenvolvimento real do produto é realizado. Assim, cada sprint se inicia com a planning da Sprint, reunião na qual serão decididas as tarefas do período. 

Após a sprint, é realizada uma reunião de revisão, onde demonstra-se o progresso do período. Além disso, essa reunião tem como objetivo revisar o projeto para a realização de ajustes conforme a necessidade.

O ciclo de sprint é repetido até que o desenvolvimento do produto esteja completo, ou seja, até que as variáveis ​​de tempo, qualidade, concorrência e custo entrarem em equilíbrio.

Na fase de conclusão, o desenvolvimento do produto é encerrado e o produto pode ser lançado.

Clique aqui para saber mais sobre o SCRUM.

2. Extreme Programming (XP)

O Extreme Programming (XP), ou programação extrema, é uma metodologia ágil que possui como diferencial a programação em pares e histórias de usuários.

O XP baseia-se em um estudo que indica que as pessoas trabalham melhor em pares, já que complementam suas forças e restringem suas fraquezas. Assim, parte do pressuposto que dois programadores são mais eficazes em um computador do que seriam se estivessem em computadores separados. 

Os valores essenciais do XP são:

  • Comunicação – fundamental para entrega do software dentro do prazo, a comunicação deve ser transparente e constante entre desenvolvedores.
  • Feedback – para garantir a satisfação do cliente, seu envolvimento e feedback é essencial.
  • Simplicidade – é importante manter as coisas simples para melhor atender aos requisitos estabelecidos para o projeto.
  • Coragem – a equipe de desenvolvimento deve ter coragem para promover mudanças – assim como produzir resultados de qualidade.

O XP funciona da seguinte maneira: os requisitos de um projeto são apresentados pelas histórias do usuário, individuais e apresentadas pelo cliente. As histórias, então, são divididas em tarefas menores. Assim, desenvolvedores se voluntariam para executar tarefas específicas.

A priorização, então, é realizada pelo que é mais prático a se implementar segundo a orientação do cliente, que, indica quais histórias são prioritárias para a próxima iteração.

A cada iteração, o tempo levado para concluir uma determinada história é registrado pelos programadores. Assim, eles poderão ter uma boa noção do esforço demandado para concluir tarefas do gênero.

Quando uma iteração é concluída, são realizados testes de aceitação para garantir que todos os requisitos da história sejam atingidos. Além disso, todo o projeto é dividido em objetivos alcançáveis para que evolua constantemente.

Para mais informações sobre o XP, clique aqui.

3. Dynamic Systems Development Method (DSDM)

O Dynamic Systems Development Method – DSDM (Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Dinâmicos) é uma metodologia ágil que se utiliza de um processo organizado para focar na entrega de soluções de negócios de maneira rápida e eficiente.

Diferente dos métodos tradicionais de desenvolvimento em cascata, o DSDM possui o tempo e os orçamento fixos para o desenvolvimento do projeto.

O DSDM consiste em três fases sequenciais: Pré-Projeto, Projeto e Pós-Projeto.

Na fase de pré-projeto, o projeto é conceitualizado e a decisão é tomada para iniciá-lo. Esse processo ocorre através dos estudo de viabilidade e estudo de negócio. Nesse momento, portanto, os pesquisadores buscam entender se é possível realizar as opções de projeto com o tempo e o orçamento fixados. 

A fase de desenvolvimento do projeto se divide em: etapa de construção do modelo funcional (prototipação), design e construção (prototipação do design) e implementação. 

Confira os ciclos de iteração na imagem abaixo:

A fase do pós-processo não possui uma deadline para ser realizada. Ela é a inevitável manutenção, ocorrendo num ciclo similar ao utilizado no desenvolvimento do projeto.

Para maiores informações sobre o DSDM, clique aqui.


Se você quiser saber as maiores tendências do mundo ágil, clique aqui e acesse o 13th Annual State of Agile Report.